2 – IGREJA DE ESMIRNA/2 – CHURCH OF SMYRNA

2 – IGREJA DE ESMIRNA

INTRODUÇÃO

As sete igrejas da Ásia Menor eram comunidades cristãs históricas. Elas receberam mensagens diretas do Senhor Jesus Cristo, ditadas pelo apóstolo João e registradas no Apocalipse 2 -3. Cada carta segue um padrão similar, mas com diferenças significativas e condição que cada igreja encontrava espiritualmente.

As cartas tinham como destinatários os Homens Estabelecidos por Deus – (pastores) – Ao anjo da Igreja que está. Cada carta apresenta Jesus Cristo com características diferentes.

Para todas as igrejas Jesus disse conheço as tuas obras.

A IGREJA ESMIRNA

Elogio – Fidelidade na pobreza e sofrimento.

Crítica – Nenhuma crítica direta.

Advertência – Perseguição iminente.

Esmirna era uma cidade leal a Roma, com forte oposição aos cristãos.

Apocalipse 2:8-11. Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: – Estas coisas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver: Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico) e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás. Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.

A Cidade de Esmirna era considerada a Coroa da Ásia, uma cidade aliada e leal de Roma

A cultura singular de Esmirna, como uma cidade romana ferozmente leal, criou pressões severas para os cristãos, tornando sua situação diferente da de outras igrejas. Ao contrário de Éfeso, com seu complexo mercado religioso, o conflito em Esmirna era um choque direto de lealdades dos cristãos a Cristo e as exigência de veneração ao Imperador César.

Esmirna era uma cidade importante e próspera na Ásia Menor. Seu nome deriva da mirra, uma valiosa resina aromática que simbolizava o sofrimento e era usada em ritos funerários, um paralelo apropriado para uma igreja chamada a ser fiel até a morte.

As características da sua cultura definiram sua lealdade a Roma. Esmirna competia pelo favor de Roma. Foi a primeira cidade a construir um templo para a deusa Roma (195 a.C. Está cidade conquistou o privilégio de construir um templo para o Imperador Tibério. Isso não era apenas religião idólatra, mas uma prova de lealdade política e orgulho cívico.

No culto de adoração ao Imperador, os rituais serviam para declarar que César era o Senhor. O ritual era um teste público obrigatório de lealdade. A recusa era vista como traição.

Esmirna era um grande centro comercial, tinha um porto estratégico e uma grande população estimada em 200.000 habitantes. Esmirna era rica economicamente e   influente. O statu social  foi uma arma poderosa contra os cristãos.

Esmirna tinha uma população judaica significativa. Os romanos aceitavam o judaísmo como uma religião legalmente reconhecida e isenta da adoração ao imperador, mas o cristianismo não era. Essa distinção legal tornou-se um ponto crítico dos muitos conflitos na igreja local.

A Igreja de Esmirna teve experiência com perseguição, pobreza, calúnia e martírio. As forças culturais acima causaram diretamente a tribulação e sofrimentos aos irmãos mencionados por Jesus na carta.

A Igreja sofreu perseguição econômica e social, os negócios dos cristãos eram recusados quando tentavam ingressar comercialmente na economia da sociedade. Eram exigidos a eles que participassem dos rituais pagãos. Isso significava que os cristãos perderam seus meios de subsistência, levando à pobreza material.

Apocalipse 2:9. Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico) e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás.

Os cristãos de Esmirna eram caracterizados como ateus por rejeitarem os deuses romanos e eram considerados antipatrióticos por se recusarem a adorar o imperador.

A expressão sinagoga de Satanás refere-se a um grupo específico hostil à igreja. Historicamente, alguns na comunidade judaica de Esmirna viam os cristãos como uma seita herética e os denunciavam ativamente às autoridades romanas para provar sua própria lealdade a Roma.

O martírio posterior do Bispo Policarpo (c. 155 d.C.) envolveu uma multidão de judeus reunindo lenha para sua fogueira funerária, mostrando esse profundo conflito. A perseguição em Esmirna era brutal e sistemática. A advertência de Jesus sobre a prisão e a prova de dez dias prenunciava períodos curtos e intensos de perseguição patrocinada pelo Estado, provavelmente sob a ordem de imperadores como Domiciano.

CONCLUSÃO

Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida, foi mensagem de Jesus, Ele detém a autoridade suprema sobre a vida e a morte. Ele é o Primeiro e o Último, que morreu e ressuscitou.  Jesus consolou a igreja dizendo – conheço a tua tribulação e a sua pobreza, mas você é rico. 

Resumidamente, os cristãos de Esmirna não sofriam de corrupção interna ou falsos ensinamentos, mas de pressões externas devido à sua lealdade inabalável a Jesus Cristo numa cidade que pode ser definida como a cidade de Satanás.

Por – Pedro Amâncio

Fonte. Bíblias de estudos

Informação na Mídia

2 – CHURCH OF SMYRNA

INTRODUCTION

The seven churches of Asia Minor were historic Christian communities. They received direct messages from the Lord Jesus Christ, dictated by the apostle John and recorded in Revelation 2-3. Each letter follows a similar pattern, but with significant differences and the spiritual condition of each church.

The letters were addressed to the Men Appointed by God (pastors) – To the angel of the Church which is. Each letter presents Jesus Christ with different characteristics.

To all the churches Jesus said, “I know your works.”

THE CHURCH OF SMYRNA

Praise – Faithfulness in poverty and suffering.

Critique – No direct criticism.

Warning – Persecution imminent.

Smyrna was a city loyal to Rome, with strong opposition to Christians.

Revelation 2:8-11. To the angel of the church in Smyrna write: “These are the words of him who is the First and the Last, who died and came to life again. I know your afflictions and your poverty—yet you are rich! I know about the slander of those who say they are Jews and are not, but are a synagogue of Satan. Do not be afraid of what you are about to suffer. I tell you, the devil is about to throw some of you into prison to test you, and you will suffer persecution for ten days. Be faithful, even to the point of death, and I will give you life as your crown. Whoever has ears, let them hear what the Spirit says to the churches. The one who is victorious will not be hurt at all by the second death.”

The city of Smyrna was considered the Crown of Asia, a loyal ally of Rome.

The unique culture of Smyrna, as a fiercely loyal Roman city, created severe pressures for Christians, making their situation different from that of other churches. Unlike Ephesus, with its complex religious marketplace, the conflict in Smyrna was a direct clash of loyalties between Christians to Christ and the demands for veneration of Emperor Caesar.

Smyrna was an important and prosperous city in Asia Minor. Its name derives from myrrh, a valuable aromatic resin that symbolized suffering and was used in funerary rites, a fitting parallel for a church called to be faithful unto death.

The characteristics of its culture defined its loyalty to Rome. Smyrna competed for Rome’s favor. It was the first city to build a temple to the goddess Roma (195 BC). This city earned the privilege of building a temple for Emperor Tiberius. This was not merely idolatrous religion, but proof of political loyalty and civic pride.

In the cult of emperor worship, the rituals served to declare that Caesar was Lord. The ritual was a mandatory public test of loyalty. Refusal was seen as treason.

Smyrna was a major commercial center, with a strategic port and a large population estimated at 200,000. Smyrna was economically wealthy and influential. Social status was a powerful weapon against Christians.

Smyrna had a significant Jewish population. The Romans accepted Judaism as a legally recognized religion exempt from emperor worship, but Christianity was not. This legal distinction became a critical point in the many conflicts within the local church.

The Church in Smyrna experienced persecution, poverty, slander, and martyrdom. The cultural forces mentioned above directly caused the tribulation and suffering of the brothers and sisters referred to by Jesus in the letter.

The Church suffered economic and social persecution; Christian businesses were refused when they tried to enter the commercial economy of society. They were required to participate in pagan rituals. This meant that Christians lost their means of subsistence, leading to material poverty.

Revelation 2:9. I know your tribulation and your poverty (but you are rich) and the blasphemy of those who say they are Jews and are not, but are a synagogue of Satan.

The Christians of Smyrna were characterized as atheists for rejecting the Roman gods and were considered unpatriotic for refusing to worship the emperor.

The expression “synagogue of Satan” refers to a specific group hostile to the church. Historically, some in the Jewish community of Smyrna viewed Christians as a heretical sect and actively denounced them to the Roman authorities to prove their own loyalty to Rome.

The later martyrdom of Bishop Polycarp (c. 155 AD) involved a crowd of Jews gathering firewood for his funeral pyre, illustrating this deep conflict. The persecution in Smyrna was brutal and systematic. Jesus’ warning about imprisonment and the ten-day trial foreshadowed short, intense periods of state-sponsored persecution, likely under the orders of emperors like Domitian.

CONCLUSION

“Be faithful unto death, and I will give you the crown of life,” was Jesus’ message. He holds supreme authority over life and death. He is the First and the Last, who died and rose again. Jesus comforted the church, saying, “I know your tribulation and your poverty, but you are rich.”

In short, the Christians of Smyrna did not suffer from internal corruption or false teachings, but from external pressures due to their unwavering loyalty to Jesus Christ in a city that could be defined as the city of Satan.

By – Pedro Amâncio

Source: Study Bibles

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